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# Capítulo 32: Um Novo Mundo

  # Capítulo 32: Um Novo Mundo

  ## I. Emboscada no Caneca Furada

  O clima no bar Caneca Furada era de uma descontra??o rara para K. Entre um gole e outro de uma bebida carmesim, ela trocava informa??es com Vex. O barman, com sua agilidade hipnótica, preparava as garrafas que Zack tanto amava, enquanto contava piadas e histórias sobre os antigos frequentadores do lugar. K sentia-se, pela primeira vez em muito tempo, em paz.

  *Clack!*

  O som de madeira se rompendo cortou a cacofonia do bar como um trov?o. Antes que K pudesse processar o ruído, uma explos?o de velocidade a atingiu. Uma perna vermelha, movendo-se como um borr?o, acertou em cheio a lateral de sua cabe?a. O impacto foi devastador. O corpo de K atravessou a parede de concreto do bar, sendo arremessado violentamente para a rua.

  K lutou para se manter de pé. Sua roupa de ca?adora — a saia marrom sobre a cal?a preta e o manto escuro — estava em farrapos, revelando a pele marcada pelo impacto. Ela cravou as m?os no ch?o, os dedos arranhando o solo enquanto seu corpo ainda se arrastava para trás pela inércia do golpe.

  Suas pupilas vermelhas moveram-se freneticamente, tentando rastrear o agressor. Do alto, um redemoinho corporal descia em sua dire??o, visando esmagar seu cranio. K reagiu por instinto, cruzando os bra?os sobre a cabe?a para mitigar o impacto. O pé vermelho atingiu seus antebra?os com a for?a de um martelo hidráulico. Seus pés afundaram no ch?o, criando uma cratera sob ela, mas ela resistiu.

  No entanto, o ataque era coordenado. Diante dela, uma espada de prata brilhou, avan?ando em dire??o à sua barriga. K for?ou os pés no solo, invocando uma barreira de terra que subiu instantaneamente. A lamina de prata colidiu com a rocha sólida, parando a milímetros de seu corpo.

  Os dois agressores recuaram, mantendo uma distancia cautelosa. Ambos vestiam mantos vermelhos adornados com o pingente de um olho gigante — o símbolo de Ygon.

  — Eu sou uma ca?adora! — gritou K, limpando o sangue do canto da boca. — Por que diabos vocês est?o me atacando?

  — Cadê o Zack? — A voz que respondeu era fria e desprovida de emo??o.

  A multid?o na rua se dispersou rapidamente. Os cidad?os da Cidade Vermelha sabiam reconhecer o cheiro da morte iminente. A energia que emanava dos três combatentes era densa o suficiente para dificultar a respira??o.

  — Agora entendi — sibilou K. — Vocês também s?o ca?adores. Est?o atrás do bilh?o.

  Vex apareceu no meio do campo de batalha, os olhos arregalados.

  — Vocês têm no??o do que est?o fazendo? Atacando dentro da cidade? Se Ygon descobrir, vocês estar?o mortos em menos de um dia!

  Os dois agressores retiraram seus mantos. Vex deu um passo para trás, o rosto empalidecendo.

  — Mas que merda está acontecendo aqui?! — gritou o barman.

  — Estávamos esperando a próxima visita de Zack — disse um deles. — Mas parece que o cheiro dele está em você. Engra?ado... analisamos esse mesmo cheiro por meses. Antes eram mulheres e um homem. Agora é você.

  K sentiu um calafrio. Eles n?o eram amadores; estavam preparando aquela ca?ada há meses.

  — Saia daí, Vex! — gritou K. — Ou eles v?o te matar!

  Vex tremia. Ele reconhecia aqueles rostos.

  — Eles s?o generais do exército de Ygon... Mas que merda é essa? Zack é um herói desta cidade!

  Uma das figuras deu um passo à frente. Era uma mulher de beleza estonteante e letal. Pele negra como a noite, cabelos pretos curtos adornados com piercings e tatuagens rituais que desciam pelo pesco?o e bra?os. Suas roupas eram rasgadas, cobertas por um manto vermelho que arrastava no ch?o. Quando ela falou, sua voz tinha um tom vibrante, quase musical, que causava um prazer perturbador em quem ouvia.

  — Tampe os ouvidos! — gritou Vex para K, desesperado.

  Sem entender, K obedeceu. Mas, em segundos, o próprio Vex, com os olhos vidrados, sacou uma adaga e avan?ou contra o pesco?o de K. Ela desviou com uma acrobacia perfeita, sentindo o vento da lamina passar por sua garganta.

  — Merda, Vex! Ela está te controlando! — K percebeu a armadilha. A mulher, **Nati**, estava movendo os lábios em um sussurro contínuo, palavras de poder que K n?o conseguia ouvir, mas que dobravam a vontade de quem estivesse ao alcance.

  ## II. O Reflexo de Sangue

  Longe dali, Zack esperava na margem de um pequeno lago. A demora de K o corroía. Ele sabia que ela era capaz, mas o tempo que passara desde que ela cruzara a barreira era excessivo. A lua vermelha refletia-se na água, dando ao lago a aparência de um po?o de sangue fresco.

  Zack jogava pedras na água, observando os círculos se expandirem, quando sentiu uma presen?a. K estava ao seu lado.

  — Que susto, K! — Zack deu um pulo para frente, caindo na água e molhando suas roupas. Ele soltou uma risada sincera, tentando aliviar a tens?o. — Tu está maluca? Quase mijei nas cal?as!

  Mas a risada morreu em sua garganta quando ele olhou para ela. K estava com as roupas rasgadas, o corpo coberto de hematomas e a boca sangrando. O semblante de Zack mudou instantaneamente. Seu corpo ficou rígido, a aura de divers?o sendo substituída por uma fúria fria.

  — Tive um atraso — disse K, mas seus olhos n?o tinham o brilho habitual. Eles estavam opacos, vazios.

  — Quem te atacou? Onde eles est?o? — Zack já levava a m?o ao cabo da Black Moon.

  K olhou fixamente nos olhos de Zack e disse, com uma voz que n?o parecia sua:

  — Atrás de você...

  No mesmo instante, uma espada de prata emergiu das águas do lago, visando o cora??o de Zack. Ele esquivou-se por puro instinto, puxando K consigo para protegê-la. Mas, no momento em que ele a segurou, sentiu uma m?o esmagando sua garganta. K o arremessou contra o ch?o com uma for?a brutal, feita para matar.

  — Merda! — gritou Zack, o impacto abrindo uma cratera no solo. Sangue jorrou de sua boca. — Você está sendo controlada, K!

  Nati apareceu no céu, descendo como um meteoro. Sua perna vermelha atingiu o peito de Zack, afundando-o ainda mais no buraco. Ela e K recuaram, posicionando-se lado a lado.

  — Use sua habilidade mais forte agora! — ordenou Nati.

  Uma energia roxa avassaladora emanou de K, explodindo em uma coluna de luz que tocou o céu. O homem da espada de prata, **Zuko**, olhou para Nati com admira??o e temor.

  — Meu Deus, ela é forte para caralho. Essa filha da puta deve ter uma habilidade nível Drag?o!

  — Mantenha ela sob controle, Nati! — gritou Zuko.

  K ativou sua habilidade: **"Fraco"**.

  Zack sentiu o mundo girar. Seus atributos foram drenados instantaneamente. Toda a sua energia, for?a e agilidade foram transferidas para K, enquanto ele recebia a fraqueza dela.

  — Merda! — Zack rugiu, for?ando seu corpo a sair do buraco em uma explos?o de pedras e terra.

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  Nati sorriu, um brilho cruel nos olhos.

  — Agora Zack pode ser morto. O poder dele é nosso. Vamos matá-lo agora! Ataque com tudo, Zuko!

  ## III. O Silêncio e a Senten?a

  Zuko avan?ou, sua espada de prata brilhando com uma luz sinistra.

  — **Técnica Nível 3: Silêncio!**

  Um som ensurdecedor de choro e gritos de lamenta??o preencheu o ar. O som distorcia o espa?o e o ambiente, atacando diretamente a mente de quem o ouvia, evocando os piores traumas e dores.

  Zuko empunhou a arma com as duas m?os, preparando o golpe final. Zack, recuando, sentia o peso da fraqueza de K em seus membros. Ele sabia que, se n?o resolvesse aquilo em segundos, estaria morto.

  Ele puxou a **Black Moon**.

  A lamina negra colidiu com a espada de prata, bloqueando o ataque de Zuko. Para a surpresa do general, o barulho de lamenta??o da técnica "Silêncio" n?o parecia afetar Zack.

  — Você acha que esse choro me assusta? — A voz de Zack era um sussurro vindo do abismo. — Minha vida é muito pior do que uma espada chorando.

  Zuko sentiu seu orgulho ser estra?alhado. Ser humilhado por um homem que deveria estar enfraquecido era demais para ele. Em um acesso de fúria, ele mudou a estratégia, atacando com toda a sua for?a bruta.

  Nati gritou para ele parar, percebendo o erro, mas era tarde demais.

  Em um movimento que os olhos humanos n?o conseguiram acompanhar, a Black Moon descreveu um arco perfeito. Em segundos, a cabe?a de Zuko foi arrancada de seu pesco?o. Nati assistiu, paralisada, enquanto a cabe?a de seu aliado rolava pelo ch?o sujo de sangue. O general de Ygon havia sido morto como um animal qualquer.

  Zack limpou o sangue da lamina, seus olhos negros fixos em Nati.

  — Nati... — O nome dela saiu como uma senten?a de morte. — Eu vou matar você, sua desgra?ada.

  Ca?ador vs. Presa

  ## I. O Pre?o da Fraqueza

  O ar ao redor do pequeno lago fervia com a fúria recém-despertada de Zack. A cabe?a decepada de Zuko jazia na lama, um testemunho silencioso da velocidade brutal com que o Ca?ador dos Olhos Negros podia agir, mesmo sob a influência da habilidade **"Fraco"**.

  Nati, a general de Ygon, recuou um passo, seus olhos fixos no corpo de seu aliado. O sorriso cruel que adornava seu rosto de beleza letal desapareceu, substituído por uma incredulidade fria. Ela estava acostumada a ver o terror, mas o olhar de Zack, desprovido de medo e cheio de uma promessa de dor lenta, era algo novo.

  — Nati... — A voz de Zack era um sussurro rouco, um som que parecia ter sido raspado em pedra. — Eu vou matar você, sua desgra?ada.

  A amea?a n?o era um grito de raiva, mas uma senten?a inegociável. Nati sentiu um arrepio, mas rapidamente se recomp?s. Ela era a mestra da manipula??o, e a fraqueza de Zack era a sua maior arma.

  — Que pena, **Messias** — Nati respondeu, sua voz vibrante e musical, tentando envolver Zack em seu comando. — Você está enfraquecido, com o poder de um rato, e sua amiga, a quem você tanto preza, é agora minha marionete. Você n?o pode me tocar.

  Nati gesticulou para K, que estava ao seu lado, com os olhos vermelhos opacos e a postura rígida.

  — **Mate-o, K.**

  K avan?ou. Com a for?a física de Zack, seus movimentos eram um borr?o de violência. O primeiro soco veio com a potência de um aríete, visando o queixo de Zack. Ele se esquivou, o golpe rasgando o ar onde sua cabe?a estivera. O impacto da for?a de K no solo abriu uma fissura na terra.

  Zack, agora com a for?a de K, era rápido, mas n?o poderoso. Ele era a presa, e K, sua ca?adora. No entanto, a experiência de Zack era um abismo intransponível. Ele n?o estava apenas lutando contra a for?a de K; ele estava lutando contra a sua própria for?a, que agora o atacava.

  K desferiu uma série de chutes e socos, cada um carregado com a inten??o de matar. Zack se movia com uma economia de esfor?o quase insultante. Ele n?o bloqueava; ele desviava por milímetros, usando a inércia dos golpes de K contra ela mesma.

  — Você tem minha for?a, K — disse Zack, a voz calma, enquanto se inclinava para trás para evitar um chute circular que teria quebrado sua coluna. — Mas você n?o tem meus anos de dor. Você n?o tem a minha fome.

  Nati observava, a frustra??o crescendo. A luta deveria ter terminado em segundos. K estava usando a for?a de um bilh?o de moedas, mas Zack, o original, estava transformando a desvantagem em uma dan?a humilhante. Ele era um fantasma, um reflexo que K n?o conseguia tocar.

  — Por que você n?o cai?! — gritou Nati, a melodia de sua voz rachando em desespero. Ela tentou um comando direto em Zack. — **Ajoelhe-se e implore por perd?o!**

  Zack parou por um instante, olhando para Nati. Seus olhos negros eram po?os vazios.

  — Seu comando é fraco, Nati — ele respondeu, a voz carregada de um escandalo filosófico. — Você tenta controlar a mente de um homem que já perdeu a sua. O que você pode me oferecer em troca da minha vontade? Mais dor? Mais culpa? Eu sou o Rei do Horror, Nati. Seu sussurro é apenas um ruído branco para mim.

  ## II. O Escudo Humano e o Veneno

  Nati percebeu o erro. A mente de Zack era uma paisagem devastada, imune a manipula??es superficiais. Ela precisava de táticas mais vis.

  — Se você n?o vai cair, eu vou te for?ar a hesitar!

  Nati avan?ou, ativando suas luvas. Garras vermelhas, longas e afiadas como bisturis, emergiram das pontas de seus dedos. Ela se posicionou atrás de K, usando a ca?adora controlada como um escudo humano.

  K continuou seu ataque, mas Zack diminuiu a velocidade de seus movimentos. Ele n?o podia arriscar um golpe que ferisse K.

  — Você é patética, Nati — sibilou Zack, desviando de um soco de K e de um corte de Nati simultaneamente.

  — Patética, mas viva! — Nati riu, e suas garras brilharam com um tom esverdeado. — Este é o veneno paralisante, Ca?ador. Um arranh?o e você estará no ch?o, babando.

  Zack recuou, a Black Moon em sua m?o. Ele n?o podia usar a espada em K, mas precisava se livrar de Nati. Ele desferiu um golpe horizontal, visando a cabe?a de Nati.

  Nati usou K. Ela empurrou o corpo de K para a frente, for?ando Zack a parar o golpe no meio do caminho. A lamina parou a um centímetro do pesco?o de K.

  — Viu? Você é previsível! — Nati aproveitou a hesita??o de Zack para deslizar por baixo do bra?o de K e desferir um golpe com as garras.

  O veneno paralisante errou, mas as garras rasgaram a carne do antebra?o de Zack. Ele sentiu uma dor lancinante, e o sangue come?ou a escorrer.

  Nati mudou o veneno para um tom azul-escuro.

  — Este é o veneno do sono. Você vai dormir, e eu vou te entregar a Ygon.

  A luta se tornou um balé macabro de esquivas e conten??o. Zack lutava com uma m?o amarrada, for?ado a proteger K enquanto tentava neutralizar Nati.

  Nati, percebendo que a luta física n?o o abalava, decidiu atacar o que restava de sua alma.

  — K, olhe para ele! Olhe para o monstro que te usou para chegar a Ygon!

  A voz de Nati, cheia de veneno emocional, atingiu K. Por um instante, o brilho opaco nos olhos de K vacilou. Uma lágrima escorreu por seu rosto. Ela estava lutando contra o controle.

  — **Você é um erro, Zack!** — gritou Nati, aproveitando a brecha. — **Você n?o é um messias! Você é a raz?o pela qual sua amiga foi enforcada!**

  O corpo de K estremeceu. Ela conseguiu um microssegundo de controle, e seus olhos vermelhos se fixaram nos de Zack, cheios de dor e súplica.

  — **Me perdoa...** — K sussurrou, a voz embargada.

  Nati imediatamente a puxou de volta para o controle, for?ando K a desferir um soco no próprio rosto, como puni??o por sua fraqueza.

  Zack n?o se moveu. A cena era um golpe direto, mas ele permaneceu inabalável.

  — Você acha que a dor dela me quebra? — Zack respondeu, a voz fria como gelo. — Eu vivo com a dor dela. Eu vivo com a dor de todos que falhei em proteger. Sua manipula??o é infantil, Nati.

  ## III. O Toque da Black Moon

  A fúria de Nati atingiu o pico. Ela n?o podia quebrar o homem, nem matá-lo facilmente. Ela precisava de um golpe de sorte.

  — Seus sentimentos te matam, Ca?ador!

  Nati e K sincronizaram um ataque. K, com a for?a de Zack, desferiu uma série de socos no rosto de Zack, enquanto Nati, com suas garras, mudou o veneno para o tom carmesim, o veneno que apodrecia a carne.

  *CRACK!*

  Os socos de K atingiram Zack em cheio, quebrando seu nariz e mandíbula. O sangue jorrou. Ao mesmo tempo, Nati cravou as garras no peito de Zack, rasgando a carne em um golpe diagonal profundo.

  Zack cambaleou para trás, a Black Moon escorregando de sua m?o e caindo na lama. O ferimento era grave, expondo costelas e músculos.

  Nati riu, um som estridente e vitorioso.

  — Finalmente! Você é apenas carne, afinal! Um bilh?o de moedas por isso? Foi fácil demais!

  Ela se aproximou da espada caída, o troféu de sua vitória. K estava ao seu lado, ofegante, mas ainda sob controle.

  Nati se abaixou, pegou a Black Moon e a ergueu acima da cabe?a, preparando o golpe final. A lamina negra, fria e antiga, refletia a lua vermelha.

  No instante em que seus dedos tocaram o punho da espada, o mundo de Nati se desfez.

  Ela n?o estava mais no campo de batalha. Ela estava em sua **aldeia pequena**, o cheiro de massa de p?o fermentando no ar. Crian?as riam, suas m?os cobertas de farinha. Seus pais, com os rostos borrados de preto e olhos de luz pura, sorriam. Era a paz que ela havia perdido, a inocência que ela havia enterrado.

  Ent?o, o **homem velho de quimono azul** apareceu. Ele escolheu uma crian?a, a crian?a com o rosto borrado de branco e olhos azuis de cristal.

  Nati viu seus pais entregarem a crian?a ao velho. Ela ouviu as risadas, o barulho de copos batendo, a celebra??o. E, no fundo, o som que a rasgava: o choro da crian?a, implorando para parar.

  O trauma, absorvido pela Black Moon, explodiu na mente de Nati.

  — **PAREM!** — ela gritou, mas o som só aumentava.

  O cheiro de p?o se transformou em cheiro de sangue. A luz pura nos olhos de seus pais se tornou escurid?o. Nati correu, desesperada, para a escurid?o, longe daquele pesadelo de inocência perdida.

  Mas a escurid?o n?o era vazia. No fundo, havia dois **olhos brancos gigantes**, maiores que montanhas, observando-a. Eles n?o piscavam, n?o julgavam, apenas *eram*. E Nati soube: aqueles olhos eram a sua senten?a.

  Nati soltou um grito gutural, o som de uma alma sendo estilha?ada. Ela largou a Black Moon, que caiu na lama. Ela levou as m?os à cabe?a, tremendo incontrolavelmente, as lágrimas escorrendo por seu rosto.

  Zack, cambaleando, aproveitou o momento. Ele se arrastou por trás de Nati, que estava completamente catat?nica.

  — O pre?o da sua arrogancia, Nati, é a sua alma.

  Com um golpe seco e preciso na nuca, Zack desmaiou a general.

  K, livre do controle, caiu no ch?o, exausta, o corpo tremendo com a liberta??o repentina.

  Zack pegou a Black Moon. A lamina negra, ao tocar sua m?o, come?ou a pulsar. Uma energia escura e densa subiu pela espada, envolvendo o corpo de Zack. O ferimento profundo em seu peito come?ou a se fechar, a carne se regenerando em um ritmo antinatural. A Black Moon n?o apenas absorvia a dor; ela a transformava em poder.

  Zack olhou para K, depois para Nati, e finalmente para o corpo decapitado de Zuko. A lua vermelha no céu parecia mais brilhante, testemunhando o caos.

  Ele estava enfraquecido, mas vivo. E agora, ele tinha uma prisioneira (Nati) e uma amiga exausta (K) sob seus cuidados, além de uma montanha de perguntas.

  **FIM DO CAPíTULO**

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