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37 |⭐️| Sombras na Alcatéia

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  Enquanto caminhava, Samuel sentia uma fraqueza tomar conta de seu corpo. Ele sabia o motivo: salvar aquele filhote havia exigido mais de seus poderes do que imaginava.

  — Me sinto fraco... — murmurou para si mesmo. — Igual à primeira vez. Achei que isso n?o fosse acontecer novamente. Parece que salvar vidas dessa forma drena mais do que estou preparado para dar.

  Apesar da exaust?o, ele decidiu procurar o Alfa, mas sua busca foi em v?o. Após algum tempo sem sucesso, optou por retornar à toca, imaginando que o Alfa talvez já tivesse voltado.

  No entanto, ao se aproximar, um arrepio percorreu sua espinha. A entrada da toca parecia mais escura do que o habitual, e havia sons... vozes abafadas, como um eco sombrio que reverberava em sua mente. Algo n?o estava certo.

  — Que sensa??o estranha... — murmurou, hesitante.

  De repente, uma voz familiar cortou a tens?o.

  — Saia daí, Samuel! — gritou o Alfa, sua voz carregada de urgência.

  Antes que pudesse reagir, um lobo avan?ou das sombras, indo direto em dire??o ao pesco?o de Samuel. Num reflexo rápido, ele ergueu o bra?o, permitindo que o animal o mordesse ali em vez de acertar um golpe fatal. A dor era evidente, mas Samuel manteve-se firme.

  O Alfa, percebendo a situa??o, usou seus poderes, lan?ando uma energia contra o agressor, que caiu desacordado no ch?o. Ele se aproximou rapidamente de Samuel, visivelmente preocupado.

  — Você está bem? Se feriu?

  Samuel segurou o bra?o ensanguentado.

  — Estou bem. Mas de onde ele saiu?

  — Parece que ele veio do grupo de lobos que chegou hoje de manh? — disse o Alfa, cerrando os dentes. — Malditos traidores!

  Samuel franziu o cenho, analisando o lobo caído.

  — N?o acho que seja t?o simples. Ele n?o parece ser um deles. Talvez seja um espi?o.

  O Alfa balan?ou a cabe?a, discordando.

  — Isso é impossível. Ele n?o teria entrado sorrateiramente sem que alguém o notasse. Preciso avisar os outros alfas imediatamente.

  This text was taken from Royal Road. Help the author by reading the original version there.

  Nesse momento, lobos guerreiros chegaram, atraídos pelo alvoro?o.

  — O que aconteceu, senhor Alfa? — perguntou um deles, a tens?o clara em sua voz.

  — Este lobo é um infiltrado! Prendam-no e avisem aos outros alfas para ficarem em alerta. Possíveis espi?es podem estar dentro da nossa alcateia.

  — Entendido, senhor.

  Os guerreiros arrastaram o corpo desacordado do lobo para interrogatório, deixando Samuel e o Alfa sozinhos novamente.

  — Samuel, seu bra?o está sangrando muito. Isso é grave. Você precisa de um curandeiro agora.

  — Estou bem — disse Samuel, tentando minimizar a situa??o. — Eles n?o s?o espi?es.

  — Por que está defendendo eles? — questionou o Alfa, com os olhos semicerrados.

  — Porque eu sei que n?o s?o. Eles chegaram aqui completamente necessitados. N?o faz sentido conspirarem contra nós. Confie em mim.

  O Alfa suspirou, relutante.

  — Está bem. Mas eles ser?o separados do resto por seguran?a. é o máximo que posso fazer.

  Samuel concordou com um aceno, mas antes de partir, questionou:

  — E sobre sua pressa hoje de manh?? O que aconteceu?

  O Alfa desviou o olhar.

  — Quando eu voltar, explico. Agora, vá cuidar desse bra?o.

  Samuel observou o Alfa sair apressado, o sangue ainda pingando de seu bra?o ferido. Ele sabia que precisava de ajuda urgente.

  — Isso parece grave, melhor procurar o Kuwabara.

  Ao chegar na toca do Kuwabara, ele foi recebido pelo mesmo, que o olhou preocupado ao notar o ferimento.

  — Samuel! O que aconteceu com você?

  — Pode me ajudar? — perguntou, com a voz baixa.

  — Claro, mas isso parece grave. Como conseguiu essa mordida?

  — Foi um lobo, achamos que ele pode ser um espi?o.

  — Um espi?o? — exclamou Kuwabara, incrédulo.

  — Fale baixo. N?o quero que o Alex nem os outros saibam disso.

  Kuwabara assentiu e come?ou a tratar do ferimento, embora sua curiosidade fosse evidente.

  — Você acha que pode haver mais deles? — perguntou enquanto trabalhava.

  — N?o sei, mas é uma possibilidade.

  Após finalizar o tratamento, Kuwabara se inclinou para olhar Samuel nos olhos.

  — E como vai explicar essa faixa no bra?o para o Alex?

  — N?o se preocupe. Só preciso que cuide dele e de sua família enquanto vou atrás do Alfa.

  Kuwabara hesitou, mas concordou.

  Samuel agradeceu e saiu, determinado a encontrar respostas. Enquanto caminhava, sentia a tens?o crescer. Havia algo mais acontecendo, algo que o Alfa n?o estava dizendo, e ele precisava descobrir o que era.

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